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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A Virgem Maria fala ao coração das moças

Tu sabes, minha filha, para que fim te criou Deus? E se o sabes, como tens podido desviar-te dele tão estranhamente? Certamente te não foi dado esse corpo com sua sensibilidade, seus dons de graça e de beleza, para fazeres dele um instrumento de escândalo e de pecado. Da mesma sorte te não foi dada esta alma, com suas nobres faculdades, inteligência, memória e vontade para estudar as vaidades do século, para conceberes imagens impudicas ou frívolas, para procurares o teu bem nas criaturas em lugar de o procurares no Criador.

Ah! que culpável abuso tens feito até ao presente dos benefícios do céu! Tu bem sabes, minha querida filha, para que fim Deus te criou. É para o conheceres, amares, e servires nesta vida, e por esse meio adquerires a glória eterna que te preparou na eternidade. Poderias acaso desejar fim mais nobre e sublime? Poderia Ele, não obstante a sua omnipotência, dar-t'o melhor? Não o tem os príncipes mais graduados e gloriosos da corte celeste; não o tenho eu mesma. Mas de que modo tens tu correspondido à bondade de Deus? Ah! se queres que eu seja para ti uma verdadeira Mãe, mostra-te para mim uma verdadeira filha: não degeneres dos meus exemplos. Desde o primeiro instante que a minha inteligência se abriu à razão, dediquei-me logo a Deus com a veemência de um coração ardente, e a chama feliz, que neste momento m'o abrasa, não mais se extinguiu. Desde então, o meu pensamento foi fazer a vontade de Deus e tornar-me cada vez mais digna d'Ele. Mas tu, que tens feito? Ah! o teu primeiro desejo foi agradar o mundo, a tua aplicação foi seguir-lhe as máximas e costumes. Não tens conhecido Deus senão para o ofender. Gastaste a infância, que é a mais bela idade, - a idade da inocência - em puerilidades, em preocupações que fazem corar, em desobediências a teus superiores, em desprezo por teus inferiores e iguais. Tens-te deleitado desde então com as modas e vaidades. Tens as seguido sem compreender bem o mal que te acarretam. Fizeste delas um ídolo para conseguires ser tu própria um ídolo dos outros corações. Não sentes confusão alguma à vista de uma vida tão indigna de uma virgem cristã? Não te aflige teres-te desviado tão tristemente do fim para que foste criada? 




Que engano é o teu, ó querida filha, se crês achar no mundo a felicidade que sonhas, mesmo quando tudo corresse conforme os teus desejos, as riquezas e grandezas do mundo não podem fazer-te feliz. O teu coração, apto a gozar um bem imutável e infinito, coração criado para um igual bem, nunca poderá estar satisfeito gozando apenas felicidades limitadas e passageiras.

Deixa-te convencer pelo exemplo de tantas pessoas que no mundo vivem no meio de delícias e riquezas. Julga-las felizes, mas se pudesses penetrar com a vista em seus corações e ver a tempestade terrível de aflições, de temores e remorsos que incessantemente lhes agita e tortura a consciência, em vez de lhes invejares a sorte terias piedade de sua desgraça. Quantas têm achado a ruína no meio do mesmo que devia ser-lhes glória! Não, minha filha, o ímpio não pode ter paz verdadeira, nem sincero contentamento. Só uma alma reta e inocente goza na paz do coração as delícias antecipadas do Paraíso. Nenhuma catástrofe as perturba. Os pecadores, ao contrário, conforto algum podem tirar das consolações terrestres. Não te assuste portanto a penitência, ó milha querida filha, porque só de terrível tem o nome. Acredita-me: as lágrimas daquele que na amargura do seu coração chora as próprias culpas, são mais suaves que a alegria daquele que se inebria com os prazeres da vida. Criada por Deus e para Deus, só n'Ele acharás a paz. Desgraçada da alma que ousa crer que se pode achar coisa alguma melhor que Deus. Cessa pois de armas a vaidade e a mentira e volta-te para aquele que é o único que pode dar-te a paz e fazer a tua verdadeira felicidade.


Demais, ó minha querida, o tempo nada é comparado com a eternidade. Tens de viver eternamente numa alegria soberana, ou na mais terrível dor. Devez habitar para sempre o Paraíso ou o Inferno. Qual será a tua eternidade? Interroga a consciência e ela te responderá. Crês que a moleza em que vives, a dissipação, o afã pelas festas e divertimentos, o desejo de te mostrares, de amar e ser amada, o habito de rir e acompanhar livremente com pessoas das quais até devias evitar o encontro com cuidado, são o caminho que conduz ao céu? Ah! minha filha, eu própria me impuz o dever de proteger a minha inocência por meio do retiro, da modéstia e de uma oração contínua, pela prática de todas as virtudes que devem servir de norma à vida de uma verdadeira serva do Senhor, e tu crer-te-ias segura vivendo no meio de tantos perigos, com tão pouca vigilância e tamanho horror ao sofrimento? Meu próprio Divino Filho subiu ao céu pelo caminho da Cruz, e tu querias persuadir-te que só pode ali chegar pelo caminho dos prazeres?! De que te servirá ter gozado todas as delícias do mundo se te perdes e precipitas num fim de dor eterna para que não foste criada? De que te servirás teres nascido no seio da Igreja, teres sido remida pelo sangue precioso de meu Filho, alimentada por sacramentos divinos, inscrita no livro do filho de Deus, pertenceres à uma nação Cristã, a um povo de eleição, se acabas por te condenar como aqueles que nunca conheceram nem Deus, nem o seu Cristo?


Affectos. Como vossas palavras fortificam meu coração e me esclarecem o espiríto, ó Maria, minha Mãe amabilíssima! Ah! agora conheço quanto tenho andado mal até ao presente e o dever que me obriga a dar-lhe um pronto remédio se não quiser perder o fim para que fui criada. Oh! como as minhas passadas loucuras me confundem! Quanto era insensata em renunciar a Deus e à sua Glória por um bem passageiro e uma vã felicidade! Que desgraçada eu era! Não tinha Deus em conta alguma; só seguia as minhas vontades desregradas e os absurdos caprichos do mundo. Que devo eu esperar senão que Deus me não avalie em nada e me confunde com os seus inimigos? Mas é tempo ainda; vou pois apressar-me, sem perder um momento, e emendar o meu erro. Detesto e aborreço todos os prazeres, encantos, festas e vaidades que tem sido ou serão para mim uma ocasião de ofender o meu Deus. Renuncio de novo a eles, como já tinha renunciado em meu Batismo; em lugar de os procurar, pisa-los-ei aos pés sem medo e valorosamente. Chorarei incessantemente o meu erro. Não pensarei se não em agradar a Deus sem me importar com o que dirá o mundo, servi-lo-hei e amarei de todo o coração para conseguir o meu fim. Valei-me, ó Mãe amabilíssima. Sob a vossa poderosíssima proteção, estou certa de obter o perdão que imploro e de praticar tudo o que tenho resolvido.

Da obra 'Maria Falando ao Coração das Donzelas', traduzido do italiano pelo Abbade A. Bayle.
Livraria Católica Portuense, Porto, 1917.



Fonte:

http://grupodomboscofoz.blogspot.com.br

domingo, 12 de outubro de 2014

Antiga oração à Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores, refúgio e consolação dos aflitos e atribulados, Virgem Santíssima, cheia de poder e de bondade, lançai sobre nós um olhar favorável, para que sejamos socorridos por vós, em todas as necessidades em que nos acharmos. Lembrai-vos, ó clementíssima Mãe Aparecida, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm a vós recorrido, 
invocado vosso santíssimo nome e implorado a vossa singular protecção, fosse por vós abandonado. Animados com esta confiança, a vós recorremos. Tomamo-vos para sempre por nossa Mãe, nossa protectora, consolação e guia, esperança e luz na hora da morte. Livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos e ao vosso Santíssimo Filho, Jesus. Preservai-nos de todos os perigos da alma e do corpo; dirigi-nos em todos os assuntos espirituais e temporais. Livrai-nos da tentação do demónio, para que, trilhando o caminho da virtude, pelos merecimentos da Vossa puríssima Virgindade e do Preciosissimo Sangue do Vosso Filho, vos vamos ver, amar gozar na eterna glória por todos os séculos dos séculos. Amem. 

12 de outubro dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil




Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada padroeira do Brasil pelo Papa Pio XI, em 16 de Julho de 1930, assinou o Decreto constituindo Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira e Rainha do Brasil. Ele legitimou um fato já consagrado pelo povo. Devotos do Brasil todo vinham a Aparecida prestar-lhe sua homenagem.

Maria, minha querida e terna Mãe,colocai vossa mão sobre minha cabeça. Guardai minha mente, coração e sentidos para que eu não cometa o pecado.
Santificai meus pensamentos, sentimentos, palavras e ações, para que eu possa agradar a vós e ao vosso Jesus e meu Deus. E assim, possa partilhar da vossa felicidade no céu. Jesus e Maria, dai-me vossa bênção:+ em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Depois de 1 ano que Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi  proclamada padroeira e Rainha do Brasil pelo Papa Pio XI, relata-se que enfrente da Igreja de São Francisco de Paula cerca de um milhão de pessoas foram prestar suas homenagens à  Padroeira naquele dia 31 de maio de 1931. De manhã, o ponto alto foi a Santa Missa Campal celebrada , onde a multidão de um milhão de pessoas cantou e rezou.
O  Rio de Janeiro, antiga capital brasileira, perante está  multidão, do Presidente da República, Dr. Getúlio Vargas, do Corpo Diplomático, de 25 bispos, do Núncio Apostólico, Dom Aloísio Masela, de autoridades civis e militares. O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Cardeal Leme, consagrou oficialmente o Brasil à proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.                                                                                                        

Notícias de jornais da época relatam que a imensa multidão cerca de um milhão repetiu com entusiasmo as palavras da consagração da nação e do povo a Nossa Senhora, proferidas por Dom Leme. Era o Brasil que se consagrava à sua Senhora e Mãe:


“Senhora Aparecida, o Brasil é vosso!
Rainha do Brasil, abençoai a nossa gente.
Paz ao nosso povo! Salvação para a nossa Pátria!
Senhora Aparecida, o Brasil vos ama, O Brasil, em vós confia! Senhora Aparecida, o Brasil vos aclama,
Salve Rainha!”

Santas Missas Campais por todo o Rio de Janeiro. Era celebrada, ao mesmo tempo, em frente a Igreja de Sant’Anna, Santa Missa campal em louvor de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e protetora especial do jubileu. Celebrante, Dom José Pereira Alves, bispo de Niterói. Comparecimento de sua eminência e de vários prelados.

Fonte:
http://escravasdemaria.blogspot.com.br/